Tipos de mediunidade
Existem mais de 100 tipos de mediunidade, mas os mais comuns são os seguintes:
a) Intuição: é um
tipo de mediunidade onde o médium recebe em seu pensamento, sob a forma
de uma sugestão, mensagens provindas de um espírito. A intuição nem
sempre deve ser seguida, a não ser que o médium consiga identificar a
entidade que o está intuindo. Essa identificação, ele aprenderá a fazer
no seu desenvolvimento pois cada entidade produz um sintonia diferente
no organismo.

b) Incorporação: é a
mediunidade em que o médium sintoniza a vibração da entidade e essa
vibração toma conta de todo o seu corpo. A sintonia é mental e pode
produzir uma incorporação parcial ou uma integral. Na incorporação
parcial, o médium fica consciente, isto é, ele sabe que está ali, sente,
observa, mas não domina o corpo nem controla o raciocínio. Perde,
também, a noção de tempo e, embora tenha sido espectador de si mesmo,
perde a noção de muita coisa que se passou, ao desincorporar. Na
incorporação parcial pode haver uma quebra de sintonia ocasional, o que
permitirá ao médium interferir na comunicação. Na incorporação integral,
o médium fica totalmente inconsciente, pois há uma perfeita sintonia
com a vibração da entidade. Nesse caso, não há possibilidade de
interferência e, ao desincorporar, o médium não vai se lembrar de nada
do que se passou. Queremos esclarecer que a incorporação parcial é tão
autêntica quanto a integral. O único problema é o médium não interferir,
procurando se isolar e deixar que a entidade atue livremente. A
esmagadora maioria dos médiuns (mais de 95%) trabalha em incorporação
parcial e uma pequeníssima minoria (menos de 5%), em incorporação
integral.

c) Vidência: é o
tipo de mediunidade que permite, àquele que a possui desenvolvida, ver
as entidades, as irradiações. Pode ser de três tipos: direta, intuitiva e
focalizada. Na vidência direta, o médium pode ver as entidades de
quatro maneiras diferentes:
1 - Na projeção, o
médium vê apenas um facho de luz, uma coloração que depende da vibração
atuante. Não vê forma humana, nem identifica a entidade.
2 - Na parcial, o
médium percebe uma forma humana ao lado de quem está trabalhando
espiritualmente, mas ainda não dá uma perfeita identificação. Vê somente
o contorno, a forma.
3 - No acavalamento,
o médium vê a entidade por cima dos ombros de outro médium. Já percebe
se é masculina ou feminina, se é caboclo ou preto-velho ou outro
falangeiro qualquer, se os cabelos são longos ou curtos, etc. Muitos
médiuns que tiveram esse tipo de vidência afirmam, por desconhecimento,
que as entidades vistas possuíam mais de dois metros de altura, não
percebendo que a entidade, vista acima dos ombros de outro médium,
produziu uma falsa impressão de altura.
4 - No
encamisamento, o médium vê a entidade toda, perfeita. Isso acontece na
incorporação integral, quando a entidade toma conta do corpo de um outro
médium.
Na vidência intuitiva, o médium vê apenas com a mente. Ele se concentra e recebe a imagem mental, por intuição.
Na vidência
focalizada, o médium utiliza algum objeto para a vidência, como um copo
d'água ou um cristal. As imagens aparecem no objeto de vidência.
d) Clarividência: é o
tipo de mediunidade que permite ver fatos que ocorreram no passado e
que ocorrerão no futuro. Os clarividentes podem ver os corpos astral e
mental de outras pessoas, e tomar conhecimento da vida em outros planos
espirituais. É um tipo de mediunidade difícil de ser encontrado.
e) Audição: o médium
ouve uma voz clara e nítida nos seus ouvidos e dessa forma recebe as
mensagens. Na audição, devemos ter o mesmo cuidado que temos na
intuição, no que diz respeito à identificação de quem está dando a
mensagem.

f) Transporte: é a
capacidade de visitar espiritualmente outros lugares, enquanto o corpo
físico permanece repousando tranquilamente; o espírito se desliga do
corpo e vai para o espaço. Esse transporte pode ser voluntário ou
involuntário. No transporte voluntário, o médium se predispõe a
realizá-lo. Ele se concentra e se projeta espiritualmente a outros
lugares, tomando conhecimento do que vê e do que ouve. O transporte
involuntário ocorre durante o sono. Todos nós nos desligamos do corpo
físico durante o sono e entramos em contato com pessoas e lugares dos
quais não nos recordamos ao acordar. Às vezes, recebemos nesses
transportes soluções para os nossos problemas que, mais tarde, nos
parecerão idéias próprias. A respeito, diz um ditado popular: "Para a
solução de um grande problema, nada melhor que uma boa noite de sono".

g) Desdobramento: é
um transporte em que o espírito do médium fica visível à outra pessoa. O
corpo físico fica repousando, o espírito do médium se transporta a
outro ambiente e, nesse ambiente, torna-se visível.
h) Psicografia: tipo
de mediunidade muito comum, podendo ser intuitiva, semimecânica ou
mecânica. É a capacidade de receber comunicações pela escrita. Na
psicografia intuitiva, o médium recebe as mensagens na mente e as passa
para o papel. É pura intuição. Na psicografia semimecânica, o médium, à
medida que vai escrevendo, vai também tomando conhecimento do que
escreve. O espírito atua, simultaneamente, na mente e na mão do médium.
Na psicografia mecânica, o espírito atua somente na mão do médium, que
escreve sem tomar conhecimento da mensagem recebida. Quando, ao invés de
escrever, o espírito utiliza a mão do médium para pintar, esse tipo de
mediunidade é chamado de psicopictografia.